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Cadeiras

cadeiras

A Academia Mato-Grossense de Letras é composta por 40 cadeiras, todas com um patrono. A vaga é vitalícia e os candidatos são eleitos em sessão secreta, especialmente convocada para a finalidade. Após a votação, a comissão escrutinadora incinera os votos, garantindo que nenhum deles seja revelado.

Cadeira 01

Patrono

José Barbosa de Sá

Advogado e cronista do século XVIII, deixou obras importantíssimas sobre o contexto de Mato Grosso, a exemplo de Relação das povoações de Cuiabá e Mato Grosso de seus princípios até os presentes tempos, primeiro escrito oficial composto ano a ano e que descreve os principais acontecimentos das Minas do Cuiabá. É considerada obra inaugural da História de Mato Grosso. José Barbosa de Sá foi o integrante do Senado da Câmara de Cuiabá e, como segundo Vereador, coube-lhe registrar os eventos. Além dessa obra, deixou escritos os Diálogos geográficos, cronológicos, políticos e naturais, datados de 1769, oferecidos ao capitão-general Luiz Pinto de Souza Coutinho.

Residiu e faleceu em Cuiabá-MT, por volta de 1776, deixando como espólio uma biblioteca, a primeira constituída em Mato Grosso.

Cadeira 02

Patrono

Joaquim da Costa Siqueira

Nasceu em São Paulo-SP, no ano de 1740.

Sucessor da obra do primeiro cronista e advogado das Minas do Cuiabá, José Barbosa de Sá, chegou ao território de Mato Grosso com 23 anos para dar continuidade aos trabalhos de seu antecessor, o que fez por mais de duas vintenas. Quando Barbosa de Sá faleceu, por volta de 1776, Joaquim da Costa Siqueira fez questão de arrematar, em hasta pública, sua biblioteca. Como cronista, registrou não só as atividades político-administrativas, mas também as festas em Cuiabá, nas quais eram encenadas peças teatrais (dramas e farsas).

Político de realce, tanto na Capitania como na Província, ocupou os cargos de Vereador, por várias vezes, tendo assumido a presidência do Senado da Câmara de Cuiabá. Juiz de Fora da mesma Vila e Capitão de Cavalaria.

Deixou inúmeros escritos, como Compêndio Cronológico das Notícias de Cuiabá; Crônicas de Cuiabá, publicado no volume 4º da Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Estado de São Paulo, com nótulas de Toledo Pizza. Gervásio Leite avaliou que os escritos de Siqueira estampavam “[...] pormenorizadamente toda a história da cidade que Sutil plantou um dia, no sopé do Rosário, dos seus homens, de suas grandezas e misérias, de seus instantes heróicos e sombrios, com detalhes de toda ordem.” (AML, 1996)
Faleceu em Cuiabá-MT, aos 4 de dezembro de 1821.

Cadeira 03

Patrono

Ricardo Franco de Almeida Serra

Nasceu no ano de 1748, ano em que, como lembrou Silveira de Melo, assinala coincidentemente a criação da capitania de Mato Grosso, à que consagraria o mais fecundo período de sua existência.

Aos 18 anos, em 1766, ingressou na Academia Militar como primeiro no posto do oficialato, fazendo parte do Real Corpo de Engenheiros e ajudante de Infantaria. Em 1778 foi promovido a Capitão.

Aos  8 de janeiro de 1780, zarpou do Tejo no “Coração de Jesus e Águia Real”, trazendo a bordo a expedição que, a 26 de fevereiro, após 49 dias de travessia oceânica, aportava em Belém do Pará. Em 28 de fevereiro de 1782, desembarcou em Vila Bela da Santíssima Trindade, após 171 dias de viagem. O Diário do Rio Madeira, entretanto, só teria redação definitiva oito anos mais tarde, terminadas as explorações do Alto Guaporé e seus afluentes.

Publicou, individual e em co-produção com Joaquim José Ferreira, Mapa do Rio Madeira, Carta geográfica do Rio Guaporé; Mapa dos terrenos compreendidos entre a ponta da Serra dos Limites, Rio Paraguai, Vila Bela e Marco do Jauru; Carta limítrofe do País de Mato Grosso e Cuiabá; Mapa geográfico da capitania de Mato Grosso; Mapa do Distrito de Mato Grosso; A nova carta geográfica de parte do Rio Paraguai; Descrição geográfica da capitania de Mato Grosso; Reflexões sobre o estado da capitania de Mato Grosso; Discurso sobre a urgente necessidade de uma povoação na cachoeira do Salto do Rio Madeira; Parecer sobre os estabelecimentos que S. Majestade manda fundar nas cabeceiras do Rio Madeira e sobre a navegação da cidade do Pará até Vila Bela; Memória geográfica do Rio Tapajós, dentre outros.

 

Cadeira 04

Patrono

Pe. Joaquim Manuel de Siqueira

Nasceu em Cuiabá-MT, no ano de 1750.

Ordenou-se padre em 1782, no Rio de Janeiro, de onde seguiu para Lisboa a fim de se aperfeiçoar nos estudos. Pelos seus abalizados conhecimentos, foi admitido como sócio efetivo da Academia Real das Ciências de Lisboa.

Retornou a Cuiabá em 15 de julho de 1798, onde foi nomeado professor de Filosofia.

Segundo Ferreira (2004, p. 361), “Em 8 de abril de 1800, nas imediações do Morro de São Jerônimo, na Serra de Chapada, descobriu a árvore da quina, ou da casca peruviana. Também descobriu e catalogou espécies de plantas apropriadas para fabricação de celulose. Tinha uma excelente cultura geral, e muito especial em história e botânica.”

Escreveu: Memórias sobre a decadência das Três Capitanias de Minas e meios de as reparar e Memória a respeito do descobrimento das Minas dos Martírio. Era exímio aquarelista, deixando desenhadas diversas espécies da flora de Mato Grosso.

Faleceu em sua cidade natal, aos 12 de dezembro de 1825.

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José de Mesquita

Esse é José de Mesquita, fundador da Academia Mato-Grossenses de Letras. Mesquita era filho do jurista, abolicionista de mesmo nome. Foi desembargador e dirigiu o Tribunal de Mato Grosso por 10 anos, assim como a própria AML por 40 anos. Com uma produção surpreendente, correspondeu-se com outras instituições culturais e academias de letras pelo Brasil.

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