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Archimedes Pereira Lima

Natural de Campo Grande-MT (hoje MS), nasceu no dia 1º de janeiro de 1910, descendendo de Francisco Pereira Lima e Ana Mendes Lima.

Formou-se advogado e investiu grande parte de seu talento na área do jornalismo, dirigindo os tradicionais periódicos cuiabanos: O Estado de Mato Grosso (1939) e Diário de Mato Grosso (1976), tendo fundado e dirigido O Correio do Sul, O 9 de Julho, de Campo Grande, Folha do Sul, de Aquidauana. No cenário carioca, foi redator dos jornais Gazeta de Notícias e Diretrizes. Tradutor da Agência Havas (France-Presse) e colaborador do jornal Correio da Manhã, ambos no Rio de Janeiro. 

Homem de vasta cultura e reconhecido talento, foi nomeado, no governo de Getúlio Vargas, para dirigir a Fundação Brasil Central, instituição que, ao lado da Marcha para o Oeste, integrou o projeto de abertura e colonização de Mato Grosso e da Amazônia. Integrou o grupo dos fundadores da Federação das Indústrias do Estado Mato Grosso – FIEMT. Fundou e foi diretor-presidente da Companhia Cervejaria Cuiabana, precursora no ramo no Estado. Presidiu também a Associação Comercial de Cuiabá.

Nada melhor que o próprio Archimedes Pereira Lima para qualificá-lo, através de pronunciamento feito por ocasião da visita do ex-Presidente da República, Aureliano Chaves a Mato Grosso: Sou empresário, egresso da vida pública, a que dediquei, com exemplar dedicação, durante mais de trinta anos, o melhor de minhas energias. Não pertenço a partidos políticos, não estando inscrito em nenhuma das atuais organizações partidárias. Já tendo cumprido 70 anos, não estou também obrigado ao exercício do voto. Mas, não perdi minha identidade cívica. [...] Eu sonho com um Brasil grande, forte, poderoso. Por isso estou desde que deixei a vida pública, há vinte anos, engajado, não apenas por palavras ou intenções, mas por atos e fatos na empolgante causa do desenvolvimento. As obrigações que contraí com minha pátria, ao longo de memoráveis campanhas em que tomei parte, lastreiam o capital cívico e moral de que disponho para oferecer à causa para a qual estão sendo convocados todos os brasileiros: a de salvar o Brasil [...] (Jucá, Pedro Rocha. Exemplo e palavra de jornalista, p. 195-196).

Archimedes Pereira Lima adquiriu ao longo dos anos uma cultura invulgar, escrevia e discursava exemplarmente, daí o reconhecimento da Academia Mato-Grossense de Letras em integrá-lo como membro titular, o mesmo fazendo a mais antiga instituição cultural viva de Mato Grosso, o Instituto Histórico e Geográfico.

Faleceu em Cuiabá-MT, vítima de acidente automobilístico, aos 29 de outubro de 1993.

Bibliografia

Deixou escrito, dentre muitos artigos jornalísticos, as seguintes obras:

  • Um ponto de vista (a propósito da questão separatista), em 1973;
  • Alerta a Garcia: perigo à vista, em 1977.

Sua vida e obra foram dignificadas pelo jornalista e historiador Pedro Rocha Jucá, no livro Exemplo e palavra de jornalista: em memória do jornalista Archimedes Pereira Lima, publicado no ano de 1995.

 

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José Eduardo do Espírito Santo

Nasceu em São José do Rio Preto-SP, no dia 15 de outubro de 1936, descendendo de Justino Moreira do Espírito Santo e Marcília Bicalho do Espírito Santo.

Jornalista por profissão e vocação, iniciou a vida profissional como redator dos jornais A Tribuna, Diário da Tarde, Correio da Araraquarense, Diário da Região e das rádios Difusora e Independência, todos de São José do Rio Preto. Em Araraguara foi repórter correspondente do jornal Última Hora.

Em Cuiabá atuou como chefe de jornalismo e diretor da Rádio Difusora Bom Jesus, tendo sido também redator do jornal Correio da Imprensa. Colaborou como colunista de A Hora dos Municípios, Diário de Cuiabá, Correio da Semana, A Crítica e Correio de Mato Grosso. No Rio de Janeiro, jornalista correspondente de O Globo.

Na esfera televisiva foi chefe do Departamento de Jornalismo da TV Centro América.

Na política foi Vereador em São José do Rio Preto no período revolucionário, tendo, em 1964, seu mandato cassado e processado com base na Lei de Segurança Nacional.

Chegou a Cuiabá no dia 27 de setembro de 1966, para trabalhar na Rádio Difusora Bom Jesus, que era dirigida pelo monsenhor Bruno Mariano.

A partir daí, militou em vários órgãos de imprensa dos governos de Pedro Pedrossian e José Fragelli, em fins de 1960 e início de 1970. Ocupou cargos relevantes no Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, sendo, inclusive, seu presidente (1980/1986).

Foi funcionário da Universidade Federal de Mato Grosso, junto ao Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional - NDIHR, onde se aposentou na condição de jornalista. Nessa mesma Instituição foi relator do Grupo de Trabalho que estudou a criação do curso de Comunicação Social. Participou ativamente do Grupo de que visitou a região Norte de Mato Grosso objetivando a proposição de alternativas capazes de restabelecer a presença da Universidade Federal de Mato Grosso no município de Aripuanã.

Na categoria de sócio efetivo, pertenceu às duas instituições mais antigas de Mato Grosso, o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e a Academia Mato-Grossense de Letras.

Foi um dos autores que mais escreveu sobre a ferrovia, prenunciando sua chegada a Cuiabá. No IHGMT, publicou Iarô-Tatá: o Monstro de Chacororé. (Publicações Avulsas, 14), em 1998.

Morreu em Cuiabá, aos 3 de maio de 1998.

 

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João Batista de Almeida

Nasceu em Cuiabá-MT, no dia 24 de junho de 1948, descendendo de Henrique Ferreira de Almeida e Mariana Rosa de Almeida.

Seus estudos iniciais foram feitos em sua terra natal, junto ao Grupo Escolar Magno e no Colégio Estadual de Mato Grosso. Para se preparar para os estudos universitários, cursou, no Instituto de Ciências e Letras de Cuiabá - ICLC, o Colégio Pré-Vestibular.

Possui duas formaturas, em Pedagogia (1974) e em Direito (1981), ambas cursadas na Universidade Federal de Mato Grosso.

Profissionalmente, seus trabalhos iniciais se circunscreveram à área da comunicação, tendo sido locutor da Rádio Bom Jesus de Cuiabá (1968) e da Rádio Difusora Bom Jesus de Cuiabá (1969).

No âmbito do Magistério, lecionou no Centro Educacional Nilo Póvoas, na Capital, entre os anos de 1972 e 1974; no Liceu Salesiano São Gonçalo; na Escola Estadual Ulisses Cuiabano e na Escola Estadual João Briene de Camargo, também em Cuiabá. Mais tarde, lecionou junto à Escola Superior do Ministério Público, entre 1994 e 2002.

Assessorou a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri-MT), entre 1972 e 1978. Junto à Federação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura de Cuiabá – Contag, orientou o Sindicado da Delegacia do mesmo órgão, no ano de 1972.

Técnico da Companhia de Desenvolvimento do Estado de Mato Grosso, Codemat, entre 1978 e 1982.

No campo da política, foi eleito Vereador da Câmara Municipal de Cuiabá, de 1986-1987.

Advogado militante em Cuiabá, entre os anos de 1981 e 1986.

Ingressou no Ministério Público de Mato Grosso, em 1987, por concurso público, ascendendo ao cargo de Procurador de Justiça, em 2002. No interior da Instituição, foi Coordenador Geral do Centro de Apoio Operacional (CAOP), do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), tendo dirigido a Escola Superior do Ministério Público.

Seu pendor literário se manifestou desde a juventude, quando dirigiu o periódico estudantil O Industrial, da antiga Escola Técnica Federal de Mato Grosso (hoje IFET), colaborando em diversos jornais de Cuiabá e Várzea Grande.

Editor da Revista Jurídica do Ministério Público, periódico de grande relevância no interior do Ministério Público de Mato Grosso.

Publicou diversos artigos em jornais e revistas, e em livro Tribunal do Júri (2001).

 

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José de Mesquita

Esse é José de Mesquita, fundador da Academia Mato-Grossenses de Letras. Mesquita era filho do jurista, abolicionista de mesmo nome. Foi desembargador e dirigiu o Tribunal de Mato Grosso por 10 anos, assim como a própria AML por 40 anos. Com uma produção surpreendente, correspondeu-se com outras instituições culturais e academias de letras pelo Brasil.

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