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José Barnabé de Mesquita

Biografia

Nasceu em Diamantino-MT, em 7 de março de 1855, descendendo de José Barnabé de Mesquita (Sênior) e Maria de Cerqueira Caldas.

Ficou órfão muito cedo e, para se manter, trabalhou em serviços gerais numa casa comercial, enquanto estudava.

Com a mudança da família para Cuiabá, pode prosseguir estudos junto ao Liceu Salesiano São Gonçalo, onde completou curso de Ciências e Letras, no ano de 1907.

Determinado a se formar advogado, rumou para São Paulo, ingressando numa das mais conceituadas na área do Direito, a Faculdade de Direito de São Paulo.

Sua veia literária se manifestou através da coluna Notas Paulistas, publicadas no jornal O Comércio, sob a direção de Estevão de Mendonça.

A filosofia liderada na Europa por Renan, fez florescer uma plêiade de Livres Pensadores, paradigma agnóstico que, inicialmente, fascinou Mesquita, porém temporariamente, visto sua sólida formação católica.

Ao retornar a Cuiabá, dedicou-se inicialmente à docência, tendo ministrado aulas de Português junto à Escola Normal, em 1914.
Foi nomeado, em seguida, Procurador Geral do Estado, em 1915.

Buscando estabilidade profissional, prestou concurso junto ao Tribunal da Relação (hoje Tribunal de Justiça). Aprovado, jurisdicionou na Comarca do Araguaia.

Exerceu os cargos de Professor de Língua Portuguesa, Procurador Geral do Estado, Diretor da Secretaria do Governo, Juiz de Direito do Araguaia, Professor de Direito Constitucional da Faculdade de Direito de Cuiabá e Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, instituição que presidiu entre 1930 e 1940, aposentando-se em 1945.

Após a aposentadoria, ainda exerceu o cargo de Secretário Geral do Território do Guaporé (hoje Estado de Rondônia), a convite de seu amigo Joaquim Vicente Rondon, governador daquela unidade da Federação.

Fundador, juntamente com Dom Aquino, Estêvão de Mendonça, Philogonio de Paula Corrêa e outros, do Instituto Histórico de Mato Grosso e do Centro Mato-Grossense de Letras/Academia Mato-Grossense de Letras, tendo sido seu primeiro Presidente.

Na concepção do grande historiador Lenine de Campos Póvoas, José de Mesquita foi “Poeta, romancista, jornalista, historiador, contista e excelente orador, foi, como bem disse um dos seus discípulos, coração e alma da nossa Academia.” (RIHGMT, 1990)

Faleceu em Cuiabá-MT, aos 22 de junho de 1961.

Bibliografia

Sua produção intelectual foi farta e diversificada, abragendo crônicas, poética e textos histórico-culturais, imprescindíveis de leitura a todos aqueles que desejam conhecer e investigar a realidade mato-grossense:

  • Poesias (1919);
  • Elogio fúnebre a Antônio Corrêa da Costa (1921);
  • Os jesuítas em Mato Grosso (1921);
  • Elogio fúnebre do General Caetano Manoel de Faria e Albuquerque (1926);
  • O catolicismo e a mulher (discurso, 1926);
  • Cavalhada (contos, 1928);
  • Um paladino do nacionalismo: Elogio de Couto de Magalhães (1930);
  • Da epopeia Mato-Grossense (versos, 1930);
  • Um paladino do nacionalismo: Couto de Magalhães (1930);
  • O traumaturgo do sertão (Biografia de Frei José Maria Macerata, 1931);
  • Atentado contra a Justiça (Tese de Direito, 1932);
  • Espelhos de almas (contos, 1934);
  • João Poupino Caldas (ensaio biográfico, 1934);
  • Pela boa causa (Conferência, 1936);
  • O sentido da literatura mato-grossense (Conferência, 1937);
  • Piedade (romance, 1937);
  • Manuel Alves Ribeiro (Tese, 1938);
  • O sentimento de brasilidade na História de Mato Grosso (1939);
  • De Lívia a Dona Carmo (as mulheres na obra de Machado de Assis, 1939);
  • Professoras novas para um mundo novo (Discurso paraninfal, 1940);
  • A Chapada Cuiabana (Tese, 1940);
  • A Academia Mato-grossense de Letras: notícias históricas (1941);
  • Nos jardins de São João Bosco. Discurso sobre a obra Salesiana (1944);
  • O Exército, fator de brasilidade (Discurso, 1941);
  • A Academia Mato-Grossense de Letras (Notícia histórica, 1941);
  • Roteiro da felicidade (Sonetos, 1946);
  • No tempo da cadeirinha (contos, 1946);
  • Escada de Jacó (Sonetos, 1945);
  • Recurso extraordinário, razões do recorrente, em colaboração com o advogado Estêvão de Mendonça (1946);
  • Gente e coisas de antanho (1978).

 

 

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José de Mesquita

Esse é José de Mesquita, fundador da Academia Mato-Grossenses de Letras. Mesquita era filho do jurista, abolicionista de mesmo nome. Foi desembargador e dirigiu o Tribunal de Mato Grosso por 10 anos, assim como a própria AML por 40 anos. Com uma produção surpreendente, correspondeu-se com outras instituições culturais e academias de letras pelo Brasil.

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