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Benedito Pedro Dorileo

Biografia

Foi sempre do magistério. Ainda adolescente, reunia crianças e adultos para aulas de alfabetização, à noite, com luz elétrica ou de lamparina. Moço, torna-se professor do Centro de Instrução, no Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar, no posto de 1º tenente, exonerando-se para dedicar-se ao magistério civil e à vida forense. Conquistando aprovação perante o CADES-MEC, com professores do Colégio Dom Pedro II, RJ, leciona Língua Portuguesa no Colégio Salesiano São Gonçalo e no Ginásio Dom Aquino. É admitido na Escola Técnica Federal-MT, mediante concurso público. Em 1968, torna-se professor fundador do Instituto de Ciências e Letras de Cuiabá, em nível superior, onde foi Chefe do Departamento de Letras e, após, eleito, pelo Conselho Administrativo, o seu Presidente.

Antes, em 1962, já bacharel em Direito, foi eleito vereador da Câmara Municipal de Cuiabá, por estímulo de estudantes e de professores. Foi secretário, vice-presidente e presidente, na vacância da presidenta. Bastou-lhe a experiência de um mandato. Exercendo a advocacia, ingressa no Ministério Público por meio de dois concursos públicos, para defensor público e promotor de justiça, sendo em ambos aprovados. Prefere a Defensoria Pública, órgão, também, do MP, na época, instalando-a em escritório particular com colegas, arcando com custeio de aluguel, servidor e material de expediente – sem nenhum ressarcimento, como era para todos os seus membros. Foi membro do Conselho Superior do Ministério Público. Aposentou-se como Procurador de Justiça.

Com o advento da UFMT, integra o quadro docente de professores fundadores, no magistério de Letras e Direito de Família. Nomeado para compor o Conselho Diretor da Fundação, em 5 de maio de 1971, exerce os cargos de vice-presidente da Fundação; depois vice-reitor acadêmico, vice-reitor e reitor. Participou, ativamente, da redação de todos os atos iniciais, como resoluções, estatutos, portarias, projetos etc. – ao lado do reitor fundador, Gabriel Novis Neves.

Editou livros nas áreas de Literatura, História e Direito Educacional, como Miçanga, Egéria Cuiabana, Cholo, Universidade – O Fazejamento, Pensar para Fazer, Centenário da Egéria, Nomeação de Reitor e Ensino Superior em Mato Grosso. Publicou trabalhos sobre a Língua Portuguesa, História e Direito, em jornais e revistas, inclusive para a revista Universidade, que fundou.

Membro da Academia Mato-Grossense de Letras, cadeira nº 26 e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso. Da Academia Paulistana da História e da Ordem Nacional dos Bandeirantes (SP). Foi membro do Conselho Deliberativo da Fundação Cultural de Mato Grosso.

Exerceu atividades jornalísticas, como redator do jornal Tribuna Acadêmica, diretor-secretário do jornal O Social Democrata. Colaborou com os periódicos: A Cruz, Mato Grosso em Revista, Folha Mato-Grossense e O Estado de Mato Grosso. Integrou grupos para programas acadêmicos nas rádios Cultura, Bom Jesus e A Voz d’Oeste. E, no início da TV Centro América, no programa: Nossa Gente, nossos Valores, atuando em equipe.

Nas atividades universitárias, como especialista em Direito Educacional, organizou cursos e dirigiu simpósios e seminários, proferiu palestras, incluindo a Universidade de Campo Grande, hoje, federal de MS, onde foi membro do Conselho Universitário.

Membro titular do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras – CRUB, depois honorário. Reitor honorário do Fórum Nacional de ex-reitores. Realizou o curso da Escola Superior de Guerra, através da Associação dos Diplomados, ADESG, no qual foi dirigente e relator de grupo de trabalho. Na justiça Desportiva foi, em 1968, membro do Tribunal, junto à Federação Mato-Grossense de Desportos. Membro fundador da Associação Mato-Grossense do Ministério Público, como o seu primeiro Secretário. A sede da AMMP também funcionou, inicialmente, no escritório próprio, já referido. Encontros, contatos e correspondências tinham o endereço da travessa João Dias, nº 203 – Conjunto 201, em Cuiabá.

Foi patrono e paraninfo de diversas turmas de formandos (Colégios) e de graduandos. Foi presidente de honra da Associação Mato-Grossense de Professores do Estado, em 1970. Filho de Pedro Gratidiano Dorileo e Joaquina Maria de Almeida, nasceu em 10 de dezembro de 1934, em Cuiabá. É casado com Marlene Garcia Dorileo. Durante a sua vida pública, foi agraciado com títulos honoríficos, comendas, medalhas celebrativas e outras distinções meritórias. Guardados todos sem jactância.

Advogado, político, professor, reitor da UFMT, historiador, (Cuiabá, 10/12/1934). Professor do curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar de Mato Grosso, professor do Colégio Salesiano São Gonçalo, depois da Escola Técnica Federal de Mato Grosso, mediante concurso público, e do Colégio Dom Aquino. E no Instituto de Ciências e Letras de Cuiabá, sendo um dos fundadores deste Instituto, onde foi eleito seu presidente, e antes exerceu o cargo de Chefe do Departamento de Letras. Integrou o quadro dos professores fundadores da Universidade Federal de Mato Grosso (1970), ocasião em que compôs o primeiro Conselho Diretor, na qualidade de seu vice-presidente (1971-82) e, mais tarde, presidente (1982-84). Vice-reitor acadêmico (1972-78), vice-reitor (1978-82) e reitor (1982-84), sendo o primeiro reitor eleito diretamente pela comunidade universitária integrada pelos segmentos dos docentes, discentes e corpo técnico-administrativo, na primeira eleição direta havida no meio universitário do país. Algumas de suas obras literárias estão publicadas nas revistas da Universidade Federal, do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e da Academia Mato-Grossense de Letras. Outras, as publicou em jornais e periódicos. Publicou também diversos livros, destacando-se Universidade - O Fazejamento, Egéria Cuiabana, Ensino Superior em Mato Grosso, entre outras. Aprovado em 1º e 3º lugar, respectivamente, em dois concursos públicos para ingresso no Ministério Público do Estado, para os cargos de Defensor Público e Promotor de Justiça. No exercício da carreira, atingiu o cargo de Procurador de Justiça. Foi membro fundador do Conselho Superior do Ministério Público. Associado fundador, como o primeiro Secretário, da Associação Mato-Grossense do Ministério Público em 1967. Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, e associado da Academia Mato-Grossense de Letras, (Cadeira 26), membro da Academia Paulistana da História e da Ordem Nacional dos Bandeirantes. Vereador eleito em 1962, chegando à presidência da Câmara de Vereadores de Cuiabá. ADVOGADO – Prestou compromisso em 29 de janeiro de 1963, perante a OAB, Conselho Seccional de Mato Grosso, em Cuiabá, obtendo a sua inscrição sob o nº 378. Contribuiu com as anuidades até o ano de 2010, por 47 anos ininterruptos, e indo além da idade exigida, recebendo o benefício dos Provimentos números 111/2006 e 137/2009. Agraciado com muitos títulos, medalhas e comendas honoríficas, dentre elas a Comenda Senador Filinto Müller e a Comenda da Ordem do Mérito de Mato Grosso.

Atualização de obras editadas: Miçanga, Egéria Cuiabana, Centenário da Egéria Cuiabana, Nomeação de Reitor, Pensar para Fazer, Universidade, o Fazejamento, Cholo, e Ensino Superior em Mato Grosso.

O professor Dorileo, especialista em Direito Educacional, foi o redator principal de todos os atos da implantação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso, a partir do seu ato de criação, em 10 de dezembro de 1970. Muitas pastas de manuscritos colecionam todos os rascunhos de estatutos, resoluções, portarias e projetos, minutados do próprio punho. Foi relator de todos os atos.

1) – Em janeiro de 1971, (um mês após a lei nº 5.647 de 10 de dezembro de 1970, que criou a UFMT), apresentou, com redação própria, como presidente do Instituto de Ciências e Letras de Cuiabá, à Diretoria de Ensino Superior – MEC, ainda no Rio de Janeiro, projetos do Estatuto da Fundação (personalidade jurídica) e do Estatuto da Universidade propriamente dita. Foi relator no Conselho Federal de Educação, o professor Newton Sucupira. Aprovados – Decreto nº 69.370 de 18 de outubro de 1971. E parecer nº 1305/73 de 10 de agosto de 1973 e homologação do MEC em 19 de março de 1974. E reformulações em 1978, 1982 e1984.

2) – No Conselho Diretor em seu funcionamento inaugural, como conselheiro e vice-presidente, propôs, em 1971, os projetos de estrutura e organização da UFMT, de acordo com a lei nº 5.540 de 28 de novembro de 1968 (reforma universitária), com aprovação nesse Colegiado e confirmação pelo MEC.

3) – Com base no estatuto da UFMT dirigiu o levantamento patrimonial, nos termos da lei de sua criação, redigiu todos os atos de constituição do patrimônio nos cartórios do 2º Ofício e do 1º Ofício da Capital do Estado. Tudo como consta do seu livro Universidade, o Fazejamento.(Edições UFMT, 1977)

4) – Dirigiu e participou da redação dos atos organizacionais do Primeiro Ciclo de Estudos, envolvendo todos os cursos de graduação da UFMT. Dirigiu a implantação dos Centros Universitários, Departamentos, órgãos colegiados e a Coordenação do Primeiro Ciclo – como relata o seu livro Ensino Superior em Mato Grosso. (Ed. Komedi, Campinas – SP, 2005) Coordenou a implantação dos colegiados superiores: Conselho Diretor, Conselho Universitário e Conselho de Ensino e Pesquisa.

5) – Assumiu, no cargo de vice-reitor acadêmico, a coordenação dos trabalhos de reconhecimento de todos os cursos de graduação do antigo Instituto de Ciências e Letras de Cuiabá, nos primeiros anos da década de 1970, adequando-os perante o Conselho Federal de Educação (Nacional), com o fim de comporem regularmente a organização da Universidade, proporcionando a expedição dos diplomas e históricos escolares.

6) – Redigiu e promoveu a instalação do Diretório Universitário (UNE e DCE’S, no país na década de 1970, tinham intervenção federal), que supriu os anseios, fazendo constar do estatuto da UFMT, à época, em 1973.

7) – Fundadores- Redigiu proposta para considerar os professores da Faculdade Federal de Direito e do Instituto de Ciências e Letras de Cuiabá como Fundadores e Titulares, desde que estivessem no exercício regular do magistério na data de criação da UFMT (10/12/1970). Houve aprovação no Conselho Diretor (Res. nº CD 06/72) e no Conselho Federal de Educação, com o referendo do MEC e posto em vigor, através dos decretos da Presidência da República, datados de 18/10/1971 e 19/3/1974, que deram legalidade aos Estatutos da Fundação e da Universidade propriamente.

8) – OSU e Coral Universitário – Redigiu com assessoria e mediante delegação de competência, todos os atos destinados à criação e funcionamento da Banda Sinfônica, depois Orquestra Sinfônica Universitária. E ainda organizou o Coral Universitário, redigindo e disciplinando todos os atos necessários. Foram as Portarias VRAc/14/74 de 24/4/1974, GR 523/75. Resolução do Conselho Diretor CD 57/79. Portaria GR 078/80 – Resolução CD 51/80, para a OSU. E para o Coral – Portaria GR 123/80, Portarias VR 20/80 e VR 010/80, VR 18/80 e outras.

9) – Em 12 de fevereiro de 1982, no cargo de vice-reitor, assume o cargo de reitor, dada a renúncia do primeiro reitor, completou o mandato e convocou a sucessão na reitoria.

10) – Em 1982, foi o primeiro reitor eleito diretamente pela comunidade universitária (professor, estudante e técnico), em 19 de outubro de 1982, na primeira eleição direta havida no meio universitário brasileiro. Concorreu com dois outros professores, participando tão somente de debates, sem nenhuma outra investida de campanha.

11) – Segue a nomeação pelo governo federal para reitor da UFMT; porém sob a vigência da lei nº 6.733 de 4 de dezembro de 1979, um dos piores casuísmos, que passou a cercear a organização de lista de candidatos e obrigava a nomeação em comissão sem mandato, em instituições fundacionais. A UFMT, organizada sob a forma de personalidade jurídica de fundação, foi apanhada para ter o dirigente nomeado em comissão (livro Ensino Superior em Mato Grosso, páginas 299 e seguintes). Esta lei foi revogada em 19 de dezembro de 1983, através da lei nº 7.177. Ainda que eleito pela comunidade universitária e nomeado pelo governo federal em 17 de novembro de 1982, com posse em 6 de dezembro desse ano no MEC / Brasília, o seu tempo foi abreviado por força desta lei. Dorileo não se recandidata, em consonância com o pensamento do MEC de que os reitores das Universidades federais deveriam adotar esta conduta, atendendo o momento histórico brasileiro.

 

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Esse é José de Mesquita, fundador da Academia Mato-Grossenses de Letras. Mesquita era filho do jurista, abolicionista de mesmo nome. Foi desembargador e dirigiu o Tribunal de Mato Grosso por 10 anos, assim como a própria AML por 40 anos. Com uma produção surpreendente, correspondeu-se com outras instituições culturais e academias de letras pelo Brasil.

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