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Manuel Xavier Paes Barreto Filho

Biografia

Nasceu aos 24 de agosto de 1871, no Engenho Mamucabas, município pernambucano de Rio Formoso, descendendo do casal Manuel Xavier Paes Barreto e Maria Ridolfi Paes Barreto.

Iniciou os estudos na propriedade do pai, que lhe proporcionou os primeiros ensinamentos através de preceptores clérigos.

Ainda jovem, ingressou na Faculdade de Direito de Recife (atual UFPE), formando-se em Ciências Jurídicas e Sociais, no ano de 1893.

De 1898 a 1901, foi Prefeito de Rio Formoso-PE, onde exerceu a advocacia, tendo ainda atuado junto às comarcas de Barreiros, Petrolina e Recife-PE.

Foi Promotor de Justiça das comarcas mineiras de Patrocínio, Ferros, São João Batista e de Ubá. Na Bahia, atuou nas Promotorias de Juazeiro e Bonfim.

Iniciou na Magistratura em 1908, no Espírito Santo, como Juiz de Direito da comarca de Viana. Em dezembro de 1910, foi transferido para Guarapari, onde atuou até março do ano seguinte, quando foi enviado para exercer sua função em Santa Leopoldina. Também prestou serviços junto às comarcas capixabas de Itabapoana, Pau Gigante (atual Ibiraçu) e Vitória. No período de 13 de maio a 2 de junho de 1908, ocupou, interinamente, o cargo de Procurador-Geral do Estado, o mais importante do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES).

De 22 de dezembro de 1913 a 12 de maio de 1915 assumiu, de forma efetiva, a chefia do Ministério Público do Estado do Espírito Santo. Por escolha do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES), integrou, em janeiro de 1917, o serviço de assistência judiciária que atendia pessoas sem condições de pagar advogado.

Sua presença em Mato Grosso data dos anos de 1919 a 1922, quando ocupou o cargo de Juiz Federal, atuando nessa categoria também no Amazonas e Acre, então território federal. Aposentou-se no cargo em 1939.

Seu nome foi proposto por três sócios efetivos para integrar o Centro Mato-Grossense de Letras, em reunião preparatória de 17 de julho de 1921. Sua posse data de 7 de agosto do mesmo ano, tendo o mesmo comparecido e assinado a ata de instalação do Centro, aos 7 de setembro de 1921.

Participou da fundação do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES), em 12 de junho 1916, integrando também diversas entidades, como o Instituto Histórico e Geográfico do Amazonas, a Sociedade Brasileira de Geografia, a Associação dos Magistrados Brasileiros e várias agremiações literárias em Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso e Espírito Santo.

Homem de vasta cultura, dominava diversos idiomas, como o francês, espanhol, italiano e o latim.

Faleceu no Rio de Janeiro-RJ, aos 89 anos, no dia 12 de setembro de 1960.

Bibliografia

Publicou vários livros, com destaque para:

  • Projeto de Organização Judiciária;
  • Defesa do Rio Formoso; e
  • Ilha de Fogo.

 

 

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Maria de Arruda Müller

Biografia

Nasceu em Cuiabá-MT, aos 9 de dezembro de 1898, descendendo de João Pedro de Arruda e Adelina Ponce de Arruda.

Seus estudos iniciais foram obtidos no seio da família, que cultivava o hábito da leitura, o que fez com que a menina Maria Ponce de Arruda fosse alfabetizada aos 5 anos de idade.

Diplomada professora pela Escola Normal Pedro Celestino, onde já demonstrava pendor pela carreira do magistério, veio a lecionar em diversos estabelecimentos de ensino da capital e, temporariamente, no Grupo Escolar de Poconé, onde seu esposo, Júlio S. Müller, foi diretor.

Integrou o grupo feminino que fundou o Grêmio Literário “Júlia Lopes”, instituição que por quase meio século foi responsável pela publicação da Revista A Violeta, que circulou durante a primeira metade do século XX. Foi no interior do Grêmio que Maria de Arruda Müller, ao lado de outras companheiras, deu início a um forte movimento, ainda nos primeiros anos da década de 1930, em prol do voto feminino a ser consignado na Constituição de 1934, ocasião em que conclamou as mulheres mato-grossenses a se inscrever como eleitoras.

No ano de 1992, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, na gestão do Des. Odiles Freitas Souza, prestou homenagem a Maria de Arruda Müller, uma das primeiras mulheres a obter o título de eleitor, ela já com 94 anos e ainda votava.

Fundou o Abrigo dos Velhos e das Crianças de Cuiabá e teve uma importante atuação junto ao Conselho Estadual da Legião Brasileira de Assistência (MT), fundando também a Sociedade de Proteção à Maternidade e Infância de Cuiabá.

Quando Cuiabá completava 200 anos, em abril de 1919, casou-se com Júlio Strübing Müller, estadista nomeado Interventor de Mato Grosso durante o Estado Novo (1937-1945).

O reconhecimento maior pelo seu trabalho didático ocorreu em 2002, quando o então Ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, entregou-lhe, em mãos, a comenda da Ordem Nacional do Mérito Educativo na residência da homenageada. Assim, a Acadêmica Maria de Arruda Müller se tornou, aos 103 anos de idade, a Professora do Brasil. Esse evento teve uma repercussão nacional e diversos jornalistas do Sudeste estiveram em Cuiabá para entrevistá-la.

Maria de Arruda Müller foi sócia honorária do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e efetiva da Academia Mato-Grossense de Letras. Integrou também inúmeras Instituições internacionais.

Faleceu em Cuiabá-MT, no dia 4 de dezembro de 2003, aos 105 anos incompletos, fazendo-se presente e viva na história e na cultura mato-grossense.

Bibliografia

Publicou em 1972, Família Arruda, Cuiabá ao Longo de 100 anos, em parceria com Maria Benedita Deschamps Rodrigues (Dunga Rodrigues, em 1994) e, em seu centenário de vida, Sons Longínquos, obra poética de grande beleza estética. Colaborou em diversos jornais de Mato Grosso, assim como em revistas regionais e nacionais.

 

 

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Ivens Cuiabano Scaff

Biografia

Cuiabano, nascido em 30 de junho de 1951. A escolaridade inicial foi realizada nas melhores escolas cuiabanas e continuada nos colégios de escol do Rio de Janeiro.

A escolaridade superior foi cursada na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro tendo feito, com destaque, residência médica no Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro, e, na sequência, cursos de pós-graduação na área da saúde, na UFMT.

Atividades profissionais

Como professor, realizou suas tarefas didáticas tanto na Universidade Federal de Mato Grosso quanto na Universidade de Cuiabá - UNIC, com especial dedicação.

Médico reconhecido nos vários hospitais onde atuou e atua, com destaque no Ambulatório de DST/AIDS/Hepatites (CERMAC-SEC de SAÚDE/MT).

Atuações culturais

Ocupou o cargo de Coordenador de Cultura da UFMT, foi também Conselheiro de Cultura da SEC-MT e Conselheiro Editorial da revista VÔTE, entre outas atuações.

Prêmios e condecoração

Prêmio Jornal do Dia Crônicas Carnavalescas.

Prêmio para o livro Uma maneira simples de voar concedido pela Secretaria de Estado da Cultura.

Condecoração Ordem do Mérito do Governo do Estado de Mato Grosso, Grau Cavaleiro.

Bibliografia

Entre as inúmeras obras publicadas destacam-se:

Na categoria dos infanto-juvenil:

  • Uma maneira simples de voar; e
  • O menino órfão e o menino rei.

Na poesia:

  • Mil mangueiras; e
  • Kyvaverá.

Os dois primeiros Uma Maneira Simples de Voar e O menino órfão e o menino rei traçam histórias com contrapontos e metáforas que apontam o imaginário das crianças com as realidades e ficções apropriadas. O seu estilo revela a competência da narrativa e a função da mensagem. Ivens Scaff acrescenta modelos novos na escritura infanto-juvenil. Mil mangueiras e Kyvaverá são as obras poéticas que nasceram para marcar, como seu, o chão cuiabano recheado da arte de poetar. Na linguagem poética a busca e o encontro pela identidade cultural da cuiabania ampliada até os paredões chapadenses.

 

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José de Mesquita

Esse é José de Mesquita, fundador da Academia Mato-Grossenses de Letras. Mesquita era filho do jurista, abolicionista de mesmo nome. Foi desembargador e dirigiu o Tribunal de Mato Grosso por 10 anos, assim como a própria AML por 40 anos. Com uma produção surpreendente, correspondeu-se com outras instituições culturais e academias de letras pelo Brasil.

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