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Em evento 'superlotado', Mahon lança novo romance e já planeja os próximos

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Uma ‘celebridade das letras’ é como pode ser chamado o advogado e escritor Eduardo Mahon, titular da Cadeira 11 da Academia Mato-Grossense de Letras. No lançamento de seu nono livro, “O Fantástico Encontro de Paul Zimmermann”, pela Ed. Carlini e Caniato, que aconteceu na noite da última terça-feira (13), a fila para pegar um ‘autógrafo’ do autor cortava a Casa do Parque e, até mesmo na rua, os carros não conseguiam passar. Foram mais de 500 pessoas num único lugar, o que fez com que a rua ficasse absolutamente intransitável. Depois do evento, contabilizamos metade da edição foi vendida em apenas algumas horas.

Apenas cinco meses depois de lançar uma trilogia poética, no mês de abril, Mahon voltou à prosa com uma literatura fantástica. O personagem principal de agora, Paul Zimmerman, coloca câmeras de segurança em sua casa para se proteger mas, depois, não se reconhece no vídeo. A trama, segundo o escritor, leva a pensar ‘nos vários eus’ que cada pessoa tem dentro de si. “Quantos eus temos dentro de nós? Aqui estou como escritor, mas também tenho outras faces. Será que podemos ter uma personalidade oculta?” indaga.

Para Luciene Carvalho, escritora imortal da Academia Mato-Grossense de Letras, o livro é “perturbador”. “Traz a tona uma perturbação de quem somos nós? Da construção do eu”, comenta. “É um texto fluído, não tem uma paragrafação, uma pontuação determinada. Ele te transporta para dentro da história. A linguagem de Mahon é universal”. Aclyse de Mattos fez o posfácio e se confessa fã do escritor, assim como o jornalista João Bosquo Cartola, outro presente na noite de lançamento.

A imortal Luciene Carvalho ainda comemorou a ‘superlotação’ do lançamento, mas pede mais. “O Mahon é um grande marketeiro, é um cara que sabe se autopromover. (...) Isso aqui é lindo, mas e o resto? Mato Grosso precisa de políticas de literatura. Precisa-se parar de falar em fomento, e entender que aqui temos pessoas que realmente escrevem bem. Levar livros de mato-grossenses para as escolas, porque isso gera identificação. Quando veremos as pessoas entrando nas livrarias para comprar um livro de autores daqui?”

Clóvis Mattos, apaixonado por literatura e criador do projeto ‘Inclusão Literária’, acredita que Mahon é um dos responsáveis pela arte mato-grossense estar mais valorizada atualmente. “A literatura de Mato Grosso está profissionalizada. Temos diversas pessoas que escrevem realmente bem, e agora estão com uma equipe de trabalho, fazendo boa divulgação, alavancando realmente o mercado”, afirma.

Quem compareceu ao lançamento, pode perceber pela ‘superlotação’ e pelos diversos rostos diferentes que o mercado realmente está alavancado. Com quatro livros publicados em apenas um ano, Mahon já se prepara para o próximo e, com certeza, não vai parar por aí. Já se tornou o maior best-seller de Mato Grosso.

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José de Mesquita

Esse é José de Mesquita, fundador da Academia Mato-Grossenses de Letras. Mesquita era filho do jurista, abolicionista de mesmo nome. Foi desembargador e dirigiu o Tribunal de Mato Grosso por 10 anos, assim como a própria AML por 40 anos. Com uma produção surpreendente, correspondeu-se com outras instituições culturais e academias de letras pelo Brasil.

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